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A gestão de resíduos industriais faz parte da rotina da sua empresa?

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A gestão de resíduos industriais faz parte da rotina da sua empresa?

Dentre as inúmeras responsabilidades que competem a uma fábrica, a correta gestão dos resíduos de suas operações está entre um dos mais importantes no que tange a relação com o meio ambiente e a saúde pública.

O resíduo industrial nada mais é do que as sobras geradas pela produção, que podem ser classificadas como perigosas, não perigosas e recicláveis, e não podem ser descartadas sem um estudo e controle sobre os impactos que podem gerar.

Independente do ramo industrial em que atuem, todas as empresas são responsáveis pela destinação correta do que sobra da sua produção. Por esse motivo, a elaboração consciente de um bom plano de gestão de descarte de resíduos precisa ser levada muito a sério.

Além da responsabilidade com o meio ambiente, cobrada de todas as empresas, quando esse cuidado é deixado de lado, a empresa pode sofrer implicações legais e de imagem capazes de afetar significativamente seus negócios.

Em nosso post de hoje vamos conhecer um pouco mais sobre esse assunto. Confira.

Classificação de resíduos

Para entendermos melhor esse assunto, o primeiro passo é conhecermos as classificações existentes para os diferentes tipos de resíduos. É essa classificação que vai indicar se um determinado material pode ser reaproveitadoou como deve ser descartado.

- Resíduos industriais classe I (perigosos)

Os resíduos de classe I são os considerados perigosos para o meio ambiente e para as pessoas. São aqueles que apresentam características como inflamabilidade, toxidade, corrosividade, dentre outras.

São os tipos mais perigosos de resíduos e, por isso, requerem mais atenção das empresas geradoras. O manuseio e processamento inadequado podem acarretar danos ao ambiente e pesadas sanções governamentais.

- Resíduos industriais classe II A (Não inertes)

Os resíduos de classe II A são considerados não perigosos, mas também não inertes, ou seja, são de baixa periculosidade, mas ainda possuem a capacidade de reação química com o ambiente onde estão. Apresentam características como combustão, biodegradabilidade e solubilidade em água.

- Resíduos industriais classe II B (Inertes)

Os resíduos classe II B não são considerados perigosos e inertes. Apresentam baixa capacidade de reação com o meio e não sofrem alterações em suas composições com o passar do tempo.

É ainda importante fazer a diferenciação entre resíduos e rejeitos. Rejeito é todo o resíduo sólido que não apresenta nenhuma possibilidade de tratamento, recuperação ou reciclagem. Eles apenas devem ser encaminhados para aterros sanitários. Todos os outros resíduos que tenham a possibilidade de serem reaproveitados, deve receber o tratamento e descarte apropriado.

Gestão de resíduos

A gestão correta dos resíduos começa com o Plano de Gerenciamento de Resíduos, O PGRS,  um documento técnico que faz parte da obtenção da licença ambiental, necessária para o início das operações de qualquer empresa geradora de resíduos, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ele mostra a capacidade que a empresa possui de gerar resíduos e de gerenciá-los de maneira correta, garantindo segurança no controle dos processos.

Para a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a ideia é sempre prevenir antes de precisar remediar, por esse motivo foi criada uma lista de prioridades que deve ser seguida quanto a geração de resíduos:

  1. Não gerar
  2. Reduzir
  3. Reutilizar
  4. Reciclar
  5. Tratar os resíduos
  6. Realizar a disposição final dos rejeitos de forma ambientalmente adequada.

Um plano de gestão de resíduos busca diminuir a geração ainda na fonte, a poluição ambiental, o impacto negativo na saúde pública e o desequilíbrio gerado por esses resíduos na fauna e na flora.

Mas grande parte desses resíduos não podem ser evitados, para eles é preciso dar o descarte correto de acordo com a classe e a periculosidade do mesmo. Existem vários procedimentos para isso, os mais conhecidos e utilizados são:

- Coprocessamento

Esse procedimento consiste em transformar os resíduos em combustíveis para fornos de indústrias cimenteiras. Assim, as sobras são destruídas por completo pelo fogo, sem gerar gases poluentes nem contaminar o meio ambiente ou as pessoas.

- Incineração

A incineração é a queima de produtos feita em fornos próprios para isso. Ela faz com que todo o lixo industrial seja destruído, porém esse procedimento só pode ser utilizado para resíduos perigosos, de classe I.

- Aterramento

Os resíduos de classe I podem ainda ser descartados em aterros sanitários próprios, seguindo as normas da secretaria municipal de cada cidade, que possui uma área destinada para o descarte de lixo industrial.

- Beneficiamento de resíduos

O beneficiamento se trata da transformação do material, que resulta do tratamento dos resíduos em matéria-prima, que pode ser reutilizada em diversos setores. O processo destrói, de forma térmica, os itens contamináveis, como óleo e resíduos sólidos.

Consequências do descarte incorreto 

Como falamos no início do texto, empresas que não desenvolverem um bom plano de gestão para lidarem de forma correta com o descarte de seus resíduos podem acabar sofrendo consequências negativas para os seus negócios. Vamos conhecer algumas delas:

- Poluição ambiental

Muitos lixos industriais são realmente tóxicos e perigosos para a saúde e o meio ambiente. Se descartados de qualquer maneira, podem provocar a alteração de características do solo e da água. Mais do que afetar a população e o meio onde vivemos, seus próprios negócios e rendimentos também podem ser afetados.

- Crime ambiental

O descarte de resíduos industriais feito de maneira e em locais inapropriados é considerado crime ambiental. Além das punições previstas por lei, as empresas podem ainda perder certificações ambientais, como a ISO 14001. Confira as leis que tratam sobre essa temática:

- Política Nacional dos Resíduos Sólidos - Lei 12.305/2010 

- Política Nacional de Saneamento Básico - Lei 11.445/2007 

- Política Nacional do Meio Ambiente - Lei 6.938/1981 

- Perda de financiamentos

Muitas instituições financeiras hoje verificam os princípios de responsabilidade social e exigem o licenciamento ambiental das empresas financiadas por elas. Caso a legislação com relação ao descarte de resíduos não seja cumprida, é possível ter seus financiamentos prejudicados.

- Insatisfação dos clientes

Assim como a legislação, os clientes também estão cada vez mais exigentes com as diretrizes das empresas, referente ao meio ambiente, chegando a até mesmo boicotar as que não dão a devida atenção ao assunto.